Série: Starcrossed
Autor(a): Leisa Rayven
Números de Páginas: 352
Editora: Globo Alt
Alguns amores nunca te deixam ir…
Cassie jurou que nunca iria perdoar Ethan por quebrar o coração dela, quando eles estavam juntos anos atrás. Ele era seu grande amor, e quando ele se recusou a amá-la de volta, uma parte dela morreu para sempre… ou assim ela pensou. Agora ela e Ethan estão compartilhando um palco da Broadway, e ele está determinado a reconquistá-la. Finalmente ele é capaz de dizer todas as coisas que ela precisava ouvir… mas ela pode acreditar nele? Será que ele realmente mudou, e o que faz com que esta mudança seja diferente de todas as suas outras promessas não cumpridas?
A resposta está em algum lugar do passado, e agora a verdade virá à luz. Cassie voltará a confiar da maneira como ela era antes com Ethan? Ou é tarde demais para estes amantes estrela-cruzados?
O que achei...
Então tá... acabei Meu Romeu e comecei a ler logo a sequência, quando eu digo ler logo, eu quero dizer no momento seguinte. Afinal ansiava encontrar respostas para o real motivo que levou o romance de Ethan e Cassie findar em uma espiral descendente. Confesso que foi decepcionante, afinal eles já tinham ido e vindo em uma montanha-russa enlouquecedora, que o término final não causou aquele impacto que esperava. Apenas reforçou a ideia de que o mocinho tinha sérias tendências auto-destrutivas e a mocinha era a resiliência em pessoa.
Enquanto Meu Romeu era tudo sobre angústia, Minha Julieta é tudo sobre emoções. A história se desenrola da mesma forma do livro anterior com vislumbres do passado e as descobertas do presente. Um enredo altamente enraizado e oscilando entre altos e baixos. Mergulhei nas emoções dos personagens e até embarquei nas sessões de terapia junto com a mocinha quebrada. Afinal ao término do livro, já me sentia levemente sequelada. Pelo menos consegui entender as mágoas da Cassie e a agitação interna do Ethan Holt. E às vezes ficou tão intenso que parei a leitura para respirar. Uma simbiose ofertada pela escrita envolvente da autora.
“Embora seja possível que alguns de nós se percam no labirinto das próprias inseguranças, não é impossível encontrar a saída. Ethan é prova disso. Acho que, nos meus melhores momentos, sou também. Nenhum de nós é perfeito, isso é certo, mas quando estamos juntos, nossas deficiências são complementadas pelos pontos fortes do outro.”
Ao fim da leitura posso afirmar que dor, tristeza, desejo incontrolável proporciona um final lindo, porém angustiante. Na verdade senti como se estivesse lendo um trailler psicológico, tamanha a carga de sentimentos conflitantes.
Perdão, segundas (ops! terceiras) chances, evolução mental/emocional, tudo isso regado a uma escrita surpreendente. Fazem deste livro uma boa dica de leitura, aviso que ele irá torcer seu coração um pouco, mas... será surpreendentemente gratificante no final!
"As pessoas são como vitrais. Cintilam e brilham quando o sol está alto, mas, quando a escuridão se instala, sua verdadeira beleza se revela apenas se houver luz por dentro."
Texto: Annie

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